• Jefferson Sarmento

O Homem Cobra (Sssssss – 1973)

Da série: Espantos, assombros e um balde de pipoca!

Esta aqui não é a primeira resenha dos velhos filmes que me assustavam nas madrugadas da adolescência. Já passamos por dois: O Conde Drácula (1970) e A Sentinela dos Malditos (1977).


A ideia da série "Espantos, assombros e um balde de pipoca" é justamente essa: revisitar velhos filmes de terror dos anos 1970 e 1980. E a fita da vez (como se estivéssemos numa vídeo locadora, criança)...


Não ria, estamos falando de O Homem Cobra, de 1973!

Pois saiba que a ideia estapafúrdia desse filme me prometeu pesadelos naquelas madrugadas insones do começo da minha adolescência! Esse filme aqui, em que um assistente de cientista maluco vai se transformando numa serpente ao servir de cobaia para os experimentos de um velho cientista louco é uma legítima fita Z estrelada por Dirk Benedict, ator de televisão que foi o Tenente Starbuck da série Galactica original e também o Cara de Pau do seriado Esquadrão Classe A (com direito a uma participação no filme de 2010, quando foi substituído por Bradley Cooper).


O Homem-Cobra rodou por duas ou três emissoras de televisão e a transformação do rapaz em cobra era nojenta e tão perfeita que você ficava hipnotizado, olhando para a telinha. Ele se apaixona pela filha do cientista e ela até tenta salvá-lo, mas o destino do pobre David Blake é... ssssssssinissssstro. E também o do elenco. O filme é repleto de víboras reais e cobras peçonhentas, tendo o elenco que ter interagido com elas durante a produção. Outra curiosidade de se franzir todas as rugas da cara é o fato de que o cientista maluco realmente furou o braço de Dirk Benedict com uma agulha na cena em que o jovem recebe sua primeira dose de soro.


Fico pensando se Tom Cruise faria uma coisa assim, já que gosta tanto de viver verdadeiramente os perigos de seus filmes.

O filme era basicamente isso: ao longo dos noventa e nove minutos vamos acompanhando a transformação de David e alguns percalços do cientista maluco, cenas de experimentos com cobras reais, shows onde as escamosas são as atrações como num circo, uma Cobra Rei verdadeira (na verdade, a produção dispunha de várias para o trabalho) que é o grande risco para os personagens... E o assistente perdendo cabelo, sua pele ficando grossa e escamosa...

Assisti novamente há alguns anos e acabei descobrindo que continua um bom filme ruim, com uma boa maquiagem de transformação (para a cena final, Benetict teve que ser transportado de maca para o set, porque não podia mais se mover como humano) e um andamento nervoso e tenso. O Homem Cobra, pasmei, continuou um ótimo exemplar do cinema de horror Z, apesar da ideia esdrúxula.


É de se estranhar que nenhuma dessas produtoras de terror adolescente pasteurizado ainda não tenha tido a ideia idiota de reprisar essa pérola.


8 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo